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Crianças Soltas no Condomínio: Risco Real e Responsabilidade que Pode Sair Caro

É comum ver crianças brincando livremente nas áreas comuns de condomínios residenciais. No entanto, quando essas brincadeiras ocorrem em locais proibidos pelo regimento interno, como garagens ou áreas próximas à piscina, a situação deixa de ser inofensiva e passa a representar um risco real — tanto para a segurança dos menores quanto para a responsabilidade civil e administrativa dos pais e do síndico.

❌ Por que é proibido?

As normas internas de condomínios não existem por acaso. Locais como garagens e áreas de piscina são zonas de alto risco:

Garagens têm trânsito constante de veículos, pontos cegos e visibilidade reduzida.

Piscinas representam perigo de afogamento e quedas, especialmente sem supervisão.

Portanto, permitir a permanência de crianças nesses locais sem o devido acompanhamento e fora das áreas destinadas ao lazer pode configurar negligência.

⚡ Riscos Envolvidos

Acidentes graves e fatais: atropelamentos, quedas, afogamentos.

Responsabilidade civil dos pais: os pais podem ser responsabilizados por danos causados por seus filhos.

Responsabilidade do síndico: se houver omissão na fiscalização e aplicação das regras, o síndico também pode responder civilmente.

🖊️ O que diz a lei?

De acordo com o artigo 1.348 do Código Civil, compete ao síndico “diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores”.

Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) impõe o dever de proteção integral, o que inclui a prevenção de situações de risco à integridade física e psíquica dos menores.

✉ Notificações e Penalidades

O síndico pode (e deve) aplicar penalidades previstas na convenção condominial e regimento interno. Isso inclui:

Notificação formal aos pais;

Multa por descumprimento das normas;

Em casos extremos, acionar o Conselho Tutelar ou o Ministério Público.

✅ Como Prevenir?

Orientação constante aos pais e responsáveis;

Placas de sinalização e advertências visíveis;

Assembleias com reforço das normas e penalidades;

Monitoramento por câmeras e segurança interna.

🔹 Conclusão

Manter a disciplina e o cumprimento das normas é essencial para a convivência segura em condomínios. A liberdade das crianças deve ser acompanhada de responsabilidade. E cabe aos pais e ao síndico agir preventivamente para evitar tragédias e responsabilizações legais.

 

Patricia Botti – Advogada formada pela FDV – Faculdade de Direito de Vitória, no Estado do Espírito Santo.

@patriciabotti.adv.

E-mail: bottidenicoli.adv@gmail.com

 

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